Um novo estudo sugere que imaginar o que desencadeia o medo é tão eficiente quanto expor a pessoa ao gatilho em si na superação de fobias

O medo é um sentimento experimentado por todos, independente de idade ou sexo. No entanto, para alguns essa sensação é tão forte que pode se transformar em uma fobia ou trauma, se tornando um problema psicológico e emocional. Quando isso acontece, qualquer som, imagem ou memória pode ser tornar gatilho e transformar um dia normal em pesadelo. Para quem sofre com este tipo de distúrbio, o principal desejo é a superação, que muitas vezes só é alcançada com a ajuda de especialistas.

Atualmente, a terapia de exposição, que utiliza gatilhos reais dentro de um ambiente seguro, é um dos principais tratamentos para as fobias. A técnica promove a reprogramação mental ao alterar a forma como o cérebro reage aos estímulos externos e, consequentemente, aos medos. Entretanto, ela demanda interações diretas com os gatilhos ou fonte causadora do medo, o que pode provocar reações desagradáveis e criar traumas ainda mais profundos no paciente. Por causa disso, muitos psiquiatras preferem optar pelos estímulos imaginários, mas estes são considerados menos eficazes. Até agora.

Estímulos reais x estímulos imaginários

Um novo estudo, realizado pela equipe do Hospital Mount Sinai, nos Estados Unidos, descobriu que a imaginação pode ser tão eficiente – e menos traumatizante – quanto a exposição ao gatilho em si. Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram as respostas cerebrais de pacientes expostos a estímulos reais e imaginários. Os resultados indicaram que quando exposto aos gatilhos imaginários o cérebro também é reprogramado para permitir a superação do medo.